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Sporting Clube Portugal 2014/2015 - Perspectivar

O artigo de hoje direcciona-se sobre o que eu penso que podemos esperar do Sporting para a época 2014/2015, nomeadamente a constituição do plantel tendo em conta as maiores exigências competitivas comparativamente com a época passada, as principais ideias do modelo de jogo do novo treinador e a minha opinião táctico/estratégica para um Sporting de sucesso para esta época.

Começando com a constituição do plantel, o Sporting tem um grupo com mais opções que o ano passado mas não aumentou de forma evidente a qualidade do plantel, isto é, a maioria dos jogadores contratados, com excepção de Nani e M.Sarr (saída de Rojo facilitou a titularidade) não entraram na equipa titular. Isto na minha opinião tem duas razões: projeto de continuidade do trabalho desenvolvido por Leonardo Jardim e atletas de qualidade mas sem "estofo" para suportar as exigências do campeonato nacional e da liga dos campeões.

As grandes conclusões que eu retiro da formação do plantel é a insuficiência para competir com sucesso em todas as competições em que estão inseridos e a colocação de maior pressão sobre a equipa, porque é muito diferente ter como segundas opções para a equipa jogadores provenientes da formação sem grande investimento como na época passada do que ter atletas suplentes que custaram alguns milhões de euros na presente época. Parece-me evidente que Esgaio competirá muito mais com Cedric do que André Geraldes, ou João Mário e Mané terão muito mais oportunidades do que Slavchev ou Shikabala.


Relativamente ao modelo de jogo de jogo do novo treinador, desde logo percebemos uma ideia de continuidade em relação à ultima época e também porque o Sporting como clube referência em Portugal nunca pode deixar de jogar um futebol ofensivo com controlo total do jogo, onde a vitória deve estar sempre presente.

No entanto, todos nós treinadores gostamos de ter as nossas próprias ideias de jogo, e neste sentido, as principais diferenças que verifico em relação à época passada são: na organização defensiva, onde verificamos uma zona pressionante muito mais próxima da baliza do adversário e como consequência disso, uma linha defensiva muito mais subida o que tem retirado alguma consistência e segurança defensiva, principalmente pela falta de coordenação evidente entre Maurício e Sarr e pela falta de velocidade do primeiro; na organização ofensiva, o ataque organizado continua a predominar mas percebe-se claramente que André Martins é claramente o 10, atuando em toda a largura do campo e mais próximo do avançado (o ano passado assumia mais a posição de interior-direito) e Adrien assume muito mais a posição 8 como médio de organização, mais próximo de Wiliam.

Portanto e embora não acreditando em estruturas fixas, o Sporting aproxima-se mais este ano do GR+4-2-3-1 e o ano passado do Gr+4-3-3 c/ 1+2 no meio campo. Outra das características que domina em organização ofensiva é o maior risco na 1ª fase de organização com os centrais e Gr com maior preocupação em sair curto e verifico também uma maior envolvência dos extremos no jogo interior, libertando os corredores laterais para os defesas laterais.

Dando o meu ponto de vista tático-estratégico para um Sporting de sucesso, penso que a melhoria da coordenação da linha defensiva é um aspeto fundamental e penso que estrategicamente o Sporting devia surpreender, principalmente nas competições internas, na colocação do jogador que joga a 10. Colocar André Martins é diferente de Montero, Nani ou mesmo Mané pelas diferentes dinâmicas que oferecem já que são jogadores com características totalmente distintas. Penso sinceramente que jogando André Martins o Sporting devia de optar pelo Gr-+4-3-3 c/ 1+2 no meio campo, não sendo essa a opção, jogadores como Montero, Nani ou mesmo Mané dariam muito mais variabilidade de jogo ofensivo. O fator surpresa poderia sem dúvida dar resultados.

A rotatividade, principalmente dos laterais, que é uma posição bastante exigente neste modelo, será também um fator chave.

Concluindo, o Sporting não tem plantel para cumprir com todos os objetivos, investiu menos que os rivais mas investiu por isso está mais pressionado. No entanto penso que com uma boa gestão do grupo e uma boa estratégia de jogo poderão levar o Sporting e Marco Silva ao sucesso, pelo menos nas competições internas.

Concordas? O Sporting terá sucesso? Tens outras opiniões?

Cláudio Costa


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